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“Deadpool 2” – O filme de super-herói que traz muita diversão, ação e referências do mundo pop


Um filme divertido que agora possui uma segunda parte!

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Fomos convidados para conferir o novo filme do mutante mais maluco e tagarela da Marvel, Deadpool 2. Nesta nova aventura, o mercenário será obrigado a enfrentar um supersoldado do futuro que o faz repensar sobre assumir de vez como herói e seu papel familiar.

A surpresa que foi o primeiro filme lançado em 2016, de forma quase despretensiosa levando em consideração o retorno tanto de grana quanto de crítica, acabou elevando muito expectativa para sua sequência, ainda mais com as divulgações hilárias, contando com a participação da cantora Celine Dion e do ex-jogador de futebol, David Beckham. A pergunta óbvia que naturalmente fazemos é: será que a piada contada duas vezes vai funcionar: Acreditem, funciona!

O projeto realmente entrega o que promete: diversão, cenas de ação, referências ao mundo pop e muita metalinguagem. Ryan Reynolds, mais à vontade ainda na pele do mercenário, não cansa de quebrar a tal “quarta parede” e conversa com o público inúmeras vezes, deixando de ser um narrador e tornando-se praticamente um divertidíssimo comentarista da própria história. Consegue realmente ter o timming do humor com esta abordagem, sem ser enfadonho, porém correndo o risco das constantes referências a outros personagens de HQ´s deixarem o público geral sem entende-las.

A trama é bastante simples e não foge muito do que se espera de uma história de super-herói, mas exatamente esta característica permite que o personagem brinque com os clichês deste tipo de narrativa. Até mesmo um arco dramático, não muito profundo, que poderia ser repetitivo, até mesmo pela quantidade de filmes do gênero que são lançados na atualidade, é apresentado de forma leve, nunca se levando muito a sério, o que definitivamente é a melhor qualidade do longa.

A presença de Cable, vivido por Josh Brolin (Sim, o Thanos. Sim. Teve piada sobre isso), poderia ser um pouco mais explorada devido a origem do personagem, porém este não é o foco da trama, e a tão esperada química com Deadpool não rendeu, mas agrada muito a movimentação e interação de ambos nas cenas de ação. Estas apresentam bastante influência dos ótimos filmes de ação “De Volta ao Jogo” e “Atômica”, que também foram dirigidos por David Leitch, hoje queridinho de Hoolywood quando se trata de porrada. Com bastante competência e sem amarras, já que o protagonista tem um tom cartunesco que muito lembra o Máskara, Leitch vai ao limite do gore, contudo peca nos momentos em que a computação gráfica é mais exigida.

Outro destaque são aparições de personagens do mundo X-Men bastante inusitadas e já as clássicas cenas pós-créditos que montam uma esquete de tirar o fôlego, demonstrando que Ryan Reynolds aproveitou bem o personagem para levar os seus fracassos na carreira de ator na esportiva.

Muito sangue, ação, palavrão, referência e nonsense transformam Deadpool 2 uma ótima opção para quem quer diversão mais descompromissada.

Por Guilherme Lourenço para Midiorama


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