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Rock in Rio Lisboa: Saiba como foi a primeira semana do festival


Primeira semana de Rock in Rio reuniu uma multidão no Parque Bela Vista e bons shows. Saiba mais!

Rock in Rio Lisboa 2018:Fogo de artificio na primeira noite do Rock in Rio 2018 em Lisboa, Portugal

Assim como na edição do ano passado, no Brasil, o site Rock On Board esteve presente na primeira semana do Rock in Rio Lisboa para mais uma cobertura exclusiva. O festival aconteceu no Parque Bela Vista, e deu a Lisboa uma marca importante, sendo agora a recordista em número de edições, ultrapassando inclusive, o Rio de Janeiro. Essa foi a primeira vez que uma edição do Rock in Rio Lisboa ocorre em pleno verão, o que agradou Roberta Medina, vice presidente do Rock in Rio: “Este ano, temos mais horas de festival e também novas atrações. O que é mais marcante nestes 15 anos em Portugal é a receptividade do público, a ousadia das marcas em aceitar desafios e criar movimentos disruptivos no mercado”, completa. Abaixo,você confere tudo o que rolou no Palco Mundo, nesses primeiros dias de Rock in Rio.

SÁBADO, DIA 23

Haim faz o primeiro show de rock do festival e cumpre bem a tarefa

Se ao ouvir os dois discos do Haim alguém tinha alguma dúvida quanto a possibilidade de a banda da Califórnia ser uma boa escalação para o dia do Muse, o primeiro do Rock in Rio Lisboa, elas se dissiparam após a uma hora de show que as irmãs fizeram no parque da Bela Vista. Embora nos dois álbuns de estúdio, Days Are Gone (2013) e “Something to Tell You” (2017), a banda soe um pouco pop rock, ao vivo ela é bem mais roqueira e mostrou-se um bom aquecimento para os artistas principais do primeiro dia: o Bastille e o Muse. Formada pelas irmãs Este (baixo), Danielle (guitarra) e Alana (guitarra e teclado), o Haim fez um show consistente que foi conquistando aos poucos o público presente no festival. “Tivemos que trazer o girl power para Lisboa” – disse Alana, a mais extrovertida e que mais interagiu com o público durante o espetáculo. As três irmãs cresceram numa família de músicos e sabem tocar diversos instrumentos. Mas só Alana mostra um pouco destes dotes ao se revezar no teclado, um bumbo e na guitarra. Danielle, porém, desfilou alguns solos de guitarra, enquanto Este chamou a atenção e divertiu pelas caras e bocas que fez enquanto tocava o seu baixo que a faziam parecer mais uma versão feminina de Gene Simmons, do Kiss. Algumas canções do Haim soam um pouco açucaradas, como “Ready for you” e “Falling”, ou não são tão boas, caso de “Don’t save me”. Porém, no palco as três colocam tanta energia que o show acabou sendo uma boa surpresa.

No Palco Mundo, Diogo Piçarra faz show de homenagens

Antes da banda californiana, o cantor Diogo Piçarra abriu a série de shows do palco mundo com o seu pop rock português. O show do popular cantor do Faro, vencedor do reality show “Ídolos”, em 2012, animou a galera que desafiou o calor que fazia no fim de tarde em Lisboa. Em sua apresentação, Diogo cantou sucessos da sua iniciante carreira como “Até o fim” e “História” e levou parceiros para dividir o palco com ele como o duo brasileiro Anavitória e o fadista Marco Rodrigues. Com Anavitória, Diogo cantou “Trevo”, canção de muito sucesso em Portugal. Já com Marco, ele cantou a balada “O tempo”. Diogo também fez uma homenagem ao guitarrista do Xutos e Pontapés, Zé Pedro, que morreu no final do ano passado em consequência de uma doença hepática. Ele cantou “Homem do Leme”, da banda de rock portuguesa que também se apresentará no Rock in Rio na sexta-feira que vem. Foi um dos momentos mais emocionantes da sua apresentação.

Bastille entrega show envolvente e cheio de hits

Banda londrina formada em 2010, o Bastille chegou ao Rock in Rio com status de atração importante. Tanto que o grupo foi escalado para tocar imediatamente antes do Muse, headliner do primeiro dia. Uma posição que o Bastille conhece bem, pois já tinha feito shows de abertura da também banda inglesa em 2013, quando ela estava na turnê do álbum The 2nd Law. No palco, o Bastille cumpriu bem o seu papel de fazer o aquecimento final para o artista principal da noite. O grupo foi envolvente e fez o que se espera de uma banda tocando num festival como o Rock in Rio: um show cheio de hits. No repertório do Bastille há canções como “Icarus”, “Laura Palmer”, “Flaws” e “Pompeii”, que fechou o show. Todos sucessos que foram curtidos com empolgação por boa parte do público que acompanhou o show no Parque da Bela Vista, em Lisboa.

O grupo gira em torno do vocalista Dan Smith. Basta lembrar que a origem do seu nome remete ao evento da queda da Bastilha, comemorado na França no dia 14 de julho, data do aniversário de Smith. O cantor chega a eclipsar os colegas de banda, que pouco aparecem no show. Cabem ao baixista Kyle Simons, o guitarrista Will Farquason e ao baterista Chris Wood apenas manter a “cozinha” funcionando para Smith brilhar. No palco, o cantor tenta ser digno de tamanha atenção que gera para si mesmo. Movimenta-se, pula o tempo todo, interage com o público, demonstra ter carisma e até desafia com sucesso a plateia a acompanhá-lo numa coreografia durante a curiosa versão cover de “Rhythm of the Night”, da cantora Corona.

No início, Smith pede desculpas e reconhece que o português dele “é uma merda”, mas ele acaba chamando a atenção do público português com a camisa que vestia com uma inscrição peculiar: bodega. Tanto no Brasil quanto em Portugal, bodega significa uma porcaria ou uma casa muito suja. Já a partir do próprio nome, o Bastille é um conjunto de referências. E Smith consegue contar boas histórias com suas letras. “Laura Palmer” é inspirada na série de TV criada por David Lynch. “Pompeii”, um dos grandes sucessos da banda, é uma referência à cidade italiana destruída pela erupção do Vesúvio. “Icarus” tem relação com a mitologia grega, cujo personagem Ícaro morreu ao tentar voar perto do Sol.

Coincidentemente as três canções são sucessos do Bastille que são encontrados no primeiro álbum da banda, Bad Blood, lançado em 2013. Assim como “Flaws”, uma das preferidas dos fãs e que surge na reta final do show, quando a banda também aproveita para tocar uma música nova: “Quarter past midnight”. Ao vivo, o Bastille soa menos parecido com o Coldplay do que a impressão causada pelos seus dois discos. O outro é Wild World (2016). Não que seus fãs se importem com isso. Para eles, ficou a satisfação de ter visto a banda voltar a tocar em Lisboa depois de quatro anos.

Em noite memorável, Muse justifica posto de headliner com ótimo show

O que se espera de um headliner de um festival de música? Que faça um show totalmente arrebatador. Daqueles que pegam a plateia de jeito e deixa as suas expectativas totalmente saciadas. Nem sempre o Rock in Rio consegue isso com suas atrações principais. Mas este não é o caso do Muse, velho conhecido do festival de Lisboa, onde tocou pela terceira vez. A banda inglesa comandado pelo cantor e guitarrista Matthew Bellamy fez um dos shows que desde já está marcado como um dos melhores do festival. Foi um espetáculo de um nível tão alto que ofuscou qualquer outra banda que tenha tocado antes neste primeiro dia de festival.

Com 24 anos de estrada e sete álbuns de estúdio, o Muse tem repertório suficiente para isso. E focou no que tinha de melhor para construir o set list de 18 canções espalhadas pela 1h30min de show. Assim, estavam hits como “Supermassive Black Hole”, “Resistance” e “Starlight”, uma das músicas cantadas em coro pelo público que encheu a cidade do rock montada no Parque da Bela Vista, na capital portuguesa. Do mais recente álbum, o irregular Drones (2015), apenas duas canções entraram no repertório. E foram exatamente duas das melhores: “Psycho” e “Mercy”. Já os discosAbsolution (2003) e Black Holes and Revelations (2006), contribuíram para a quase metade do set list, com quatro canções cada.

O grupo entregou um furacão sonoro que começou logo a partir de “Psycho”, a segunda canção do show. A partir daí, Bellamy foi enfileirando músicas praticamente sem parar e com poucas interações com o público. Embora quando tentasse falar fosse simpático e desse atenção aos fãs. Fãs estes que vibravam com cada acorde e a cada música que surgia do set. De fato, o público do Rock in Rio Lisboa parece ter um carinho especial pelo Muse. Não é à toa que a banda tenha tocado tantas vezes no festival. No Rio, por exemplo, ela só esteve uma vez, na edição de 2013.

O Muse é uma banda em plena forma. Bellamy canta ainda melhor, equilibrando-se bem nos seus vibratos e falsetes, sua marca registrada. Juntos, ele, o baixista Chris Wolstenholme e o baterista Dominic Howard, formam um conjunto absolutamente azeitado que não dá espaço para qualquer furo ou vazio sonoro. O objetivo é bombardear o público sem parar. Bellamy parece ter uma relação simbiótica com a guitarra. Por vezes emula um Jimi Hendrix tocando com a guitarra por trás da cabeça ou com a boca. Em outros momentos inspira-se no jeito de tocar de Tom Morello. E na mistura destes elementos, surge o jeito Bellamy de conduzir a banda e a sua guitarra pelos caminhos da distorção.

Quando o Muse volta para o bis para tocar “Take a Bow” e “Uprising”, o público já está delirando. Só o resta pegar o metrô de volta para casa cantarolando “Knights of Cydonia”, a canção que fechou uma noite memorável para os fãs da banda.

DOMINGO, DIA 24

Anitta coloca Cidade do Rock para dançar no domingo

Quando Lady Gaga teve que cancelar o seu show no Rock in Rio do ano passado por conta de uma fibromialgia, muitos fãs pediram que Anitta a substituísse no primeiro dia do festival carioca. O pedido não foi acatado pela organização, que escalou o Maroon 5 para uma noite extra. Mas ficou o desejo para que a brasileira fizesse a sua estreia no Rock in Rio.

E ela aconteceu justamente no braço português do festival. Dando o pontapé inicial de sua primeira turnê na Europa, que ainda terá shows em Paris nesta segunda-feira e em Londres, na próxima quinta-feira, Anitta subiu ao palco mundo com status de atração internacional e um apoio do público que claramente não era apenas de brasileiros. “Hoje é um dia histórico na minha vida. Não tenho palavras para agradecer a Portugal pelo carinho. Nunca me senti tão bem recebida num lugar em toda a minha vida” – disse Anitta, agradecendo o apoio dos portugueses e pela estreia no Rock in Rio.

Dona de um arsenal de hits bastante conhecido do público brasileiro, a cantora se apresentou ao público português e europeu, pois também há muitos estrangeiros de outras partes do continente acompanhando o festival no Parque da Bela Vista, com um show que poderia ser dividido em quatro partes. Depois de uma introdução em que entrou vestida de Carmen Miranda e cantou “Bang” e “Sim ou não”, Anitta privilegiou seus recentes lançamentos internacionais. Veio “Machika”, “Is that for me” e um medley em que juntou “Garota de Ipanema”, uma canção ícone do Brasil com “Is that for me”.

Na segunda parte, a cantora carioca atacou com suas parcerias com cantores sertanejos universitários. Cantou “Romance com Safadeza”, “Loka” e ainda emendou com “Você partiu meu coração”. As três canções cantadas pelo público do Rock in Rio Lisboa como se fosse a plateia do Barra Music em pleno Rio de Janeiro ou qualquer outra casa de shows de outros estados do Brasil onde o sertanejo universitário faça sucesso. Anitta estava à vontade no papel de estrela em ascensão. Trocou duas vezes de roupa, tinha cenários temáticos para cada parte do show e bailarinos a acompanhando nas coreografias. Incluindo o quadradinho, sua marca registrada.

A terceira parte do show foi a parte espanhola com “Downtown”, “Paradinha” e um dos seus lançamentos mais recentes, “Indecente”. Antes do show havia muita expectativa – e muitos davam como certo – pela presença da cantora Pablo Vittar em “Sua Cara”. Não aconteceu. Mas isso não diminuiu o entusiasmo da plateia na canção que estaca pronto para a reta final dedicado ao funk.

“É um dia histórico para mim e para todos os funkeiros do Brasil que estão vendo nosso ritmo chegar tão longe. Que todos os funkeiros se sintam representados”, disse Anitta antes de levar a plateia ao delírio com “Vai Malandra”.

Se no meio do show, Anitta levou um cenário com imagens do calçadão de Copacabana, agora era a favela retratado no palco. Ela chega de moto como no clipe de “Vai, Malandra” e dá o seu recado. Seu primeiro sucesso, o “Show das Poderosas” encerra uma apresentação que deixou o público cansado de tanto dançar. Anitta deu o seu recado. Hoje ela é o nome do Brasil. No ano que vem será a vez do público brasileiro recebê-la no Rock in Rio carioca. Em dezembro do ano passado, a cantora havia sido a primeira atração confirmada no festival de 2019.

Show do Agir tem até pedido de casamento

Anitta foi descoberta e começou a fazer sucesso a partir de vídeos postados no YouTube. Trajetória semelhante tem o português Agir, que abriu o segundo dia de festival. Nome artístico de Bernardo Costa, Agir começou a cantar aos 12 anos, quando passou a postar músicas na plataforma de vídeos. Hoje com 30 anos e três discos lançados – Agir (2010), Leva-me à sério (2015) e No Fame (2018) -, Agir, cujo nome tem relação com o verbo, pois ele diz que “prefere agir duas vezes antes de pensar”, desfilou o seu repertório de dance hall, hip hip é R&B para um público maior do que o que esteve no primeiro show do dia anterior. E também para um público ainda mais apaixonado. Desconhecido no Brasil, Agir tem um enorme popularidade em Portugal. O que foi demonstrado a cada vez que o público cantava as letras de seus sucessos como “Make Up”, “Parte-me o pescoço” e “Bola de Cristal”. O cantor também recebeu duas convidadas. As cantoras Carolina Deslandes, com quem cantou “Mountains”, é Manu Gavassi, com quem dividiu a canção “Ninguém vai saber”. O show ainda teve um momento “o amor é lindo”. Antes de cantar “Como ela é bela”, Agir recebeu um fã chamado Diogo no palco. O jovem subiu ao palco e pediu a namorada em casamento diante de milhares de pessoas. Ela disse sim, para delírio do público.

Em sua primeira vez no país, Demi é acolhida pelos fãs e se emociona

A primeira vez de um artista num país é diferente de qualquer coisa. Geralmente ela é acompanhada de uma enorme expectativa por parte do fã. Ao passo que o artista parece saber que aquele é um momento diferente e dá um gás ainda maior para entregar um show incrível. No caso de Demi Lovato, o concerto em Portugal tinha, além deste, outro significado. Era para ela um recomeço. Ao encerrar o seu show de forma enigmática e sem se despedir dos fãs no Parque da Bela Vista, em Lisboa, a cantora americana postou no Twitter o quanto a noite fora especial para ela.

– Hoje à noite eu subi ao palco, uma nova pessoa com uma nova vida. Obrigado a todos que me apoiaram nesta jornada. Nunca será esquecido – disse Demi, que encerrou o show com a sua mais nova canção, “Sober”.

Somente com um piano, a cantora se emocionou e a sua voz chegou a falhar ao cantar parte da letra em que pede desculpas por não estar mais sóbria. Demi já enfrentou problemas de dependência de bebida alcoólica. A cantora não foi a única a ir as lágrimas no show. Ela também fez homens e mulheres chorarem de emoção e cantarem suas baladas com os olhos fechados durante aquela que foi a sua primeira visita a Lisboa. A sensação é de que foi uma noite especial e marcante para ambos.

“Vocês são lindos. Parecia um mar de estrelas. Foi incrível!” – agradeceu a cantora após ver milhares de pessoas com o aplicativo de lanterna dos celulares ligados durante “Concentrate”.

A base do show é o seu mais recente álbum, Tell Me You Love Me, lançado no ano passado. Seis canções do álbum foram tocadas. Além de “Sorry not sorry” e “Concentrate”, Demi ainda cantou a faixa-título, “Daddy Issues”, “Games” e “Sexy dirty love”.Desde cedo sabia-se que Demi tinha muitos fãs presentes na Cidade do Rock. Quando o cantor Agir citou o nome dela no primeiro show do dia, Demi recebeu tanto ou mais gritos quanto Bruno Mars, a principal estrela da noite. E ela soube corresponder à expectativa dos fãs desde o início apostando em algumas de suas principais canções. Fizeram parte do repertório alguns dos seus maiores sucessos como “Heart Attack”, “Cool for the summer”, “Don’t forget” e “Sorry not sorry”.

Expoente de uma geração de cantoras que surgiram em filmes ou séries produzidas pela Disney, Demi soa melhor ao vivo do que nos seus álbuns. O tão comentado talento vocal que tanto se fala desde o início de sua carreira e que a fez ser comparada com nomes como Christina Aguilera e Kelly Clarkson é percebido logo nas primeiras músicas.

E Demi fez um daqueles shows em que não parou no palco e foi disparando músicas. Tanto que o seu set list foi um dos maiores do festival, com 20 canções. Entre elas, a balada “Skyscraper”, grande sucesso da cantora e que, claro, foi acompanhada pelo público. Demi estava acolhida, sentia-se bem e, após o show demonstrou estar disposta a virar a página para um novo capítulo na sua vida.

Bruno Mars encerra primeira semana de festival com show irretocável

Se tem um homem na música pop que sabe entregar mais do que um show, mas um espetáculo que alia música, entretenimento e elementos visuais num pacote bem construído, esse cara é Bruno Mars. E isso ficou comprovado no show que encerrou a segunda noite do Rock in Rio no Parque da Bela Vista, em Lisboa.

Acompanhado por sua afiada banda, o The Hooligans, o cantor nascido na ilha de Honolulu, no Havaí, levou para o festival tudo o que tinha direito. Fogos de artifício? Tinha do início ao fim. Chuva de papel picado? Check. Um palco com vários truques de iluminação? Ok. E o carisma, é claro. Pois além de ter um talento natural para compor hits, o cantor esbanja carisma, desenvoltura e malemolência no palco.

– É uma honra estar neste palco hoje – disse o cantor, em sua primeira participação no Rock in Rio Lisboa, durante a sua apresentação no palco mundo.

Bruno parece se dar uma missão na música. Fazer as pessoas se divertirem e dançarem do começo ao fim dos seus espetáculos. Para isso, ele se transforma num showman. Interage com a plateia, provoca, brinca, insere a frase “Eu quero você” no meio de “Calling all my lovelies” para agradar a plateia. Tudo com um sorriso no rosto de quem está em eterna lua de mel com o seu público.

Bruno já foi algumas vezes comparado a Michael Jackson principalmente por conta do seu talento para dançar. De fato, ele mostra muito gingado o tempo todo no show, ainda que seja em um estilo diferente do antigo Rei do Pop. Ele também poderia ser comparado a Jackson, no entanto, pela capacidade de criar canções com belas melodias que grudam na cabeça. E a despeito do seu inegável dom de fazer canções dançantes, a mais lenta “Versace on the floor” está entre as mais bonitas do seu repertório.

Bruno também já foi comparado a James Brown. E nesse ponto ele guarda muitas semelhanças com o Pai do Funk. Seu terceiro disco, o premiadíssimo “24k Magic” (2016) tem muitas canções com uma batida funk que lembram Brown. Músicas que foram vistas no show como “Chunky” e “Perm”, por exemplo.

Ao vivo, Bruno de fato exibe essa mistura, mas é também muito singular. Dono de um extremo talento para criar hits – quem frequenta academia certamente já ouviu algumas canções dele – o cantor dono de 11 Grammys, mostrou todo o seu arsenal na cidade do rock.

Bruno não deixou uma viva alma sem dançar ao desfilar canções como “24k Magic”, “That’s what I like it” e “Locked out of heaven”. Tudo com a sua banda o acompanhando em coreografias animadas.

Um solo um pouco longo do tecladista John Fossit deu uma quebrada no ritmo do show, mas o cantor ainda teve tempo de voltar a jogar o ânimo lá em cima com “Uptown Funk”. Depois disso foi só lançar mais uns fogos de artifício que a vitória de Bruno Mars estava garantida na madrugada desta segunda-feira.

Por Bruno EduardoRock On Board


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